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Hotel Fazenda da Chácara realizará exposição artística durante o mês de julho

06 de junho de 2018

Entre os dias primeiro e 31 de julho, o Hotel Fazenda da Chácara será palco da exposição “Pra Quê Qui Serve Isso”, do artista plástico mineiro, Eli Rodrigues Pereira. O evento será em comemoração aos 70 anos de Eli e o nome da exposição, segundo o artista, representa um questionamento levantado por sua mãe sobre as obras que ele criava quando ainda criança.

Eli é artista plástico, poeta e letrista autodidata. Nascido em Queluzito e residente na cidade de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, Eli se formou em Engenharia Elétrica, mas há 28 anos largou a profissão para se dedicar de corpo e alma à arte. Algumas de suas obras são conhecidas nacional e internacionalmente, estando expostas em países como o Brasil, Estados Unidos, Japão, China, Arábia Saudita e Egito.

Eli é uma figura peculiar, original, autêntica e incomum aos dias de hoje. Ele é a materialização de várias referências culturais. O artista é um pouco de tudo, é poesia em sua essência. Com aparência singular, ele esbanja cabelos ao ombro, barba e bigode longos e grisalhos, ao estilo hippie. Usa trajes simples e descontraídos. Através de suas falas, gestos e modo de ser, é revelada uma natureza sensível, sonhadora, boêmia e bon vivant. Sobre si mesmo, Eli afirma: “há muitas formas de ser, a minha é de ser artista”.

O acervo de Eli contempla poesias, esculturas, telas e cabaças. Apesar de suas criações perpassarem várias correntes e estilos artísticos, a mais recorrente em seu repertório é a contemporânea. Seu trabalho pode ser considerado bastante intuitivo, sensível, imaginativo e criativo. Através da arte, ele pretende transmitir ao espectador uma visão positiva e otimista da vida, ressaltando a beleza e a alegria de se viver. Por este motivo, suas obras são vibrantes e repletas de cores. Sua produção também aborda sobre a liberdade, representada por um pássaro denominado Cara-Coração, cujo nome é inventado pelo artista. Todas as obras contêm o Cara-Coração, que retrata a personificação da libertação pessoal, do renascimento simbólico de Eli após atender ao chamado da arte. A inspiração para criar, segundo o artista, deriva do cotidiano, de momentos, experiências e gestos, além da produção de outros artistas.

Os principais materiais utilizados para compor suas obras são o lápis, a caneta nanquim, canetinhas e tintas. Ao invés de utilizar pincel, o artista opta pela caneta nanquim, devido à precisão que ela confere ao traço. Sendo assim, suas obras são cheias de detalhes minuciosos e cuidadosamente desenhados. Eli também trabalha com objetos que as pessoas jogam no lixo, como tampas de latas. O que é considerado inútil e descartável para muitos, se transforma em arte aos olhos e mãos do artista, que recicla, reinventa e recria.

A pergunta “Pra Quê Qui Serve Isso”, propositalmente ou não, definida como o nome da exposição, em um contexto geral, propõe uma reflexão sobre o que é a arte, qual o papel dela e o que ela representa a nós. Em um contexto mais particular, o questionamento conduz o espectador a imergir nas obras do artista e a dialogar com elas.

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